ginástica e trampolim
Núcleo de Ginástica Olímpica Tatiana Figueiredo
 
 
A GINÁSTICA NO BRASIL

A ginástica surgiu no Brasil no início do século XIX, trazida por imigrantes europeus, em geral mestres de dança. As aulas de dança foram o primeiro passo para a prática da ginástica rítmica. Os homens, na mesma época, só faziam ginástica no Exército, com base em princípios da ginástica sueca.

 

COMPETIÇÕES

A ginástica faz parte das olimpíadas desde as competições de Berlim (1936), quando foram criadas as categorias masculina e feminina, individual e por equipe. A cada dois anos realizam-se campeonatos mundiais. Na Ginástica Olímpica Feminina, podem participar desses campeonatos e das Olímpiadas ginastas com 16 anos de idade ou mais.

Na história dos jogos olímpicos, destaca-se o desempenho das ginastas femininas, como a soviética Olga Korbut, medalha de ouro em Munique (1972), e a romena Nadia Comaneci, em Montreal (1976). Aos 14 anos, Comaneci obteve quatro vezes a nota dez do júri, alcançando ouro nos exercícios individuais, nas barras assimétricas e na trave de equilíbrio.

A primeira participação do Brasil no esporte em uma Olimpíada foi em Moscou-1980, com Claudia Magalhães e João Luiz Ribeiro. Em Los Angeles-1984, Gerson Gnoatto e Tatiana Figueiredo, que terminou na 27º colocação, representaram nossa ginástica. Luisa Parente, que ganhou os Jogos Pan Americanos de 1991, também participou das Olímpiadas de 1988 e 1992; No masculino, Guilherme Saggese Pinto terminou em 89º lugar em Seul, enquanto Marco Antônio Monteiro ficou com a 84º posição nos Jogos de Barcelona. A ginasta Soraya Carvalho conseguiu se classificar para as Olimpíadas de Atlanta-1996, mas não pôde competir devido a uma lesão no tornozelo. Nos Jogos de Sydney, em 2000, o Brasil conseguiu levar, pela primeira vez, duas ginastas às Olimpíadas (Daniele Hypólito e Camila Comin). Daniele Hypólito entrou para a história da ginástica brasileira ao terminar a competição em vigésimo lugar, o melhor resultado do país nos Jogos Olimpícos.

 

Valências físicas desenvolvidas na ginástica olímpica

A modalidade, de forma geral, trabalha vários fatores físicos no indivíduo, entre eles, força, agilidade, flexibilidade e equilíbrio. Mas existem outros aspectos que são trabalhados de acordo com a finalidade da atividade.

- Na escola ou "escolinha": coordenação motora, uso do intelecto, criatividade, expressão corporal, disciplina e organização.

- Recreação: explora situações divertidas realizadas em dupla ou em pequenos grupos, envolvendo rotações do corpo e saltos e que fazem uso da ginástica de solo. Propicia a sociabilização, isto é, a formação de um grupo de amigos, e períodos de divertimento, além de melhorar algumas capacidades físicas. Assim como nas escolas, qualquer pessoa pode praticá-la, mesmo que sua altura ou peso esteja acima do padrão de ginasta, porque ela não visa à competição.

- Alto nível competitivo: Exige muita disciplina, força de vontade, concentração e prática mental dos movimentos. Requer também muita repetição e autodomínio do corpo para se chegar ao um bom desempenho. Quem consegue atender a todas essas exigências é recompensado com movimentos de imensa beleza, precisos e seguros. Por isso, a ginástica olímpica pode ser considerada uma arte e até recebeu o nome de ginástica artística. As sessões duram várias horas e normalmente são feitas de cinco a seis vezes por semana. Para esse treinamento, as crianças precisam passar por uma seleção em que são analisados seu biótipo (características físicas) e suas características psicológicas e pessoais, com a finalidade de verificar se o atleta será capaz de se adaptar ao treinamento intenso.

Os benefícios que a ginástica olímpica proporciona podem ser subdivididos da seguinte forma:

- Qualidade física: força, flexibilidade, agilidade, velocidade, coordenação motora, equilíbrio, noções de espaço e tempo e lateralidade.

- Aspecto afetivo e social: socialização e desenvolvimento de traços de personalidade como organização, disciplina, responsabilidade, coragem e solidariedade.

- Características cognitivas: capacidade de análise e desenvolvimento de memória.



Ginástica de Trampolim

- HISTÓRICO

 

Trampolim, Tumbling e Duplo Mini. Estas modalidades são relativamente novas no contexto esportivo, e só recentemente é que o Trampolim passou a ser um esporte Olímpico.

O Trampolim é uma disciplina da Ginástica onde o atleta executa saltos acrobáticos no Trampolim, Duplo Mini Trampolim e/ou Tumbling.

O esporte foi criado nos Estados Unidos em 1936, inspirado na cama elástica circense.A execução nos aparelhos deve ser arrojada e harmoniosa. Nos saltos os atletas atingem a marca de até 8 metros de altura, executando saltos mortais, duplos até quádruplos mortais e piruetas das mais variadas. Uma banca de juizes avalia os competidores onde o que mais se conta é a postura e a dificuldade.

Até o ano de 1998, o esporte tinha como entidade a FIT - Federação Internacional de Trampolim, órgão responsável por promover eventos da modalidade no mundo todo.

No Brasil, o esporte estava filiado a CBTEA - Confederação Brasileira de Trampolim e Esportes Acrobáticos, sendo sua sede localizada no Rio de Janeiro e diversas Federações filiadas nos Estados Brasileiros.

A partir de 1999, o Trampolim foi anexado à Ginástica Artística, subordinado a FIG - Federação Internacional de Ginástica.

O Trampolim passou a ser um esporte olímpico recentemente. Sua aparição ocorreu nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000.

Esporte, que combina harmonia, destreza, equilíbrio e muita coordenação, reúne atletas de diversas idades, mas exige dedicação e muito treinamento.

 

- PROVAS

  • Trampolim
    Muito antes do trampolim atual, já existam ginastas notáveis de todo mundo que executavam muitas das difíceis habilidades e combinações de movimentos que são vistas hoje; as competições de trampolim modernas são bastante diferentes das de antigamente -- devido em parte pelos avanços no que diz respeito aos equipamentos, mudanças nas regras, e treinamento mais sistemático dos atletas.
    Os trampolins de competição internacionais de hoje são maiores e mais poderosos que os utilizados antigamente e estão muito distantes dos "modelos fundo de quintal" que são achados ainda hoje na maioria bairros suburbanos americanos (vide EUA). Estes trampolins modernos podem propulsar tão alto os atletas treinados, que estes podem chegar a até 8 metros de altura durante as performances!
    Durante duas séries competitivas de 10 habilidades cada, os atletas de nível superior podem facilmente demonstrar uma bela ordem de saltos duplos, triplos quádruplos e piruetas.

  • Trampolim Sincronizado
    O Trampolim Sincronizado exige a mesma habilidade técnica que o trampolim individual, porém soma-se a isso uma maior precisão de tempo na execução dos exercícios.
    São usados dois trampolins para dois atletas de performances parecidas que devem executar uma série de 10 elementos ao mesmo tempo.
    Assim, artisticamente, cada um executa como se fosse uma imagem de espelho do outro, dobrando a beleza visual da competição de Trampolim.

  • Tumbling
    O Tumbling é executado em uma pista elevada que impulsiona os acrobatas, proporcionando uma propulsão que pode elevá-los mais alto que uma tabela de basquetebol; sempre demonstrando velocidade, força e habilidade enquanto executam uma série de manobras acrobáticas.
    Saltos mortais explosivos com múltiplos saltos e piruetas são executados sempre em busca da mais alta performance.

  • Duplo-Mini Trampolim
    O Duplo-Mini Trampolim é um esporte relativamente novo que combina a corrida horizontal do Tumbling com os saltos verticais do Trampolim.
    Depois de uma pequena corrida, o atleta salta sobre um trampolim pequeno duplamente nivelado para executar um movimento (salto) em um dos níveis, ressaltando no segundo nível, seguido imediatamente por um elemento que irá finalizar sobre o colchão de aterrissagem.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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